Dentro dela permanecia tanta raiva, tanto odeo pela vida, tanta tristeza, demasiado peso nos seus ombros (. . .) Essa pobre rapariga já não sabia o que fazer mais, naquele momento apenas se deitou na areia a chorar desalmadamente, olhou para o mar e relembrou todos os momentos, todas as coisas fantásticas que tinha passado quando ele ainda estava presente, todas as gargalhadas dadas, todas as brincadeiras, todas as trocas de sorrisos e olhares, para ela tudo parecia ter sido tão perfeito, um autentico conto de fadas (. . .) mas depois foi-se embora, sem deixar minimamente nada, nem uma pequena despedida teve direito, e ai foi quando a raiva se apoderou dela e atromentou dia e noite, ainda sonhava com os seus brilhantes olhos e com as suas palavras calmas mas nunca seria isso que o ia trazer de volta (. . .) Sentada na areia a olhar o oceano, achou que era tudo de mais, achou que já tinha perdido tudo, acho que não era nada, que era como lixo... Olhou para o céu, via as gaivotas a voar, levantou-se e foi em direcção a ravina, muito lentamente, subindo, gritou bem alto « NÃO MEREÇO NADA PORQUE NÃO SOU NADA» deu mais um pequeno paço á frente, respirou fundo e com toda a sua força saltou (. . .)

Pensava ela que não era ninguém mas ainda naquele dia, ele olhava uma estrela relembrando o rosto daquela princesilha, sem sequer imaginar o que ela fez (. . .)

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