Deixou-se levar pela bebida, pela noite e pelo piscar das luzes, deixou-se levar pelas bruxas, pelo  hallowen, pelas brincadeiras, deixou-se levar pelo olhar, pelos sorrisos e pelos jestos carinhosos, e foi assim o começo, o começo de algo invisível perante ambos,  foi o começo de algo inesperado mas forte, pelo menos parecia forte, dia e noites passaram (...)  noites de verão estreladas, num moinho que só traz as melhores recordações, o inverno frio em que sentados nos bancos da escola, os abraços aqueciam aquelas almas geladas, em que beijos e brincadeiras parvas recordavam os dias na praia e noites brilhantes (...) Mas também não é perfeito, Tudo o que começa acaba, cada vez lhe levantava mais alto, e cada vez a queda era maior, cada vez que caia as feridas da queda anterior abriam, e isso era sempre assim como uma rotina, quase diária, mas quem as fez também as curou, e foi isso o inesperado mas perfeito, foi isso o maginifico nessa historia, magoou mas com todo o carinho ele fez feridas, cicatrizes e marcas de dor, passarem a um coração vermelho, completamente novo, brilhante, e muito mais bem tratado do que estara antes (...) E assim foi, quase como no primeiro dia, nos primeiros meses, quase perfeito. 
Mas foi quando chegou o que não devia ter chegado, o temido, a distancia, que se apoderou de ambos e desfez tudo, incluindo seus corações, sua amizade, suas conversas, e infelizmente muito mais, ela apareceu e ai foi tudo repentino, foi directamente um " adeus "
Ela não queria mas tempos depois teve de ceder, ele parecia que fazia de tudo para que ela o fizesse, o desprezo e a ignorância era algo que tinha de estar sempre presente nas suas conversas (...) ela já desistiu, já desistiu e não quer voltar atras, já não tem forças para sorrir muito menos para lutar por algo que é invisível, porque sim, isto tudo para ele parecia ser algo invisível, ela tinha tudo ali, estava de braços abertos, tudo á frente dos olhos dele, mas mesmo assim ele não via, ou não queria ver, ou via mas não lhe respondia de jeito algum (..) os dias passaram, ele já estava á frente, já com tudo ultrapassado e enterrado, ela estava um pouco atraz, ainda havia algo, como quando passavam um pelo outro ela só tinha vontade de ir falar com ele e dizer tudo o que lhe ia no coração, tudo o que havia para esclarecer, fazer mil e uma perguntas e querer respostas, por vezes a presença dele para era incomodativa mas ao mesmo tempo boa, havia o ultimo ponto para esclarecer, mas ela deixou como ele o fez (...)
A troca de olhares intensiva, mas ao mesmo tempo distante, notava-se assim as saudades que ambos tinham, as saudades que por momentos estavam a atrumentar suas vidas, estavam a derreter os seus sorrisos, estavam a fazer suas caras mais pesadas e tristes (...) Mas apesar dessas saudades todas ele continuou ignorando tudo, foi andando com o corpo livre mas com o coração ainda preso ao passado, mas preferiu ir pelo caminho mais fácil, deixar, ignorar, não querer saber, ela ainda tentou, mas não andou para a frente nem para traz, deixou ele fazer o que queria, pois ela continuou de olhos fechados á espera de alguma reacção, mas não, enquanto ela estivera de olhos fechados ele também não vai parar para pensar (...)


Dias depois passam um pelo outro, com um ar chateado e incomodado, trocam um pequeno olhar, mas nada de importante, nem uma palavra disseram, e assim se viu, uma amizade destruída por algo entupido, um amor perdido num mundo gigante, um sorriso com asas que voou para o paraíso onde sabia que lá podia ser sempre feliz, uma lágrima que voltou e passou pelo meu rosto, um olha brilhante e apaixonado passou a um olhar triste e molhado, e assim da minha boca só saiu « Goodbye my love, goodbye my friend »  ♥

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