Ela tinha tudo, mas não percebeu como esse " tudo " se foi embora de um momentos para o outro (...) Continuou a andar, num caminho sem fim, continou aquela estrada distante de tudo, de todos, ouvia gritos, gritos cada vez mais altos, olhava á sua volta mas nao via ninguem, ela só queria que o seu " todo " volta-se, sabia que estava protegida, que tinha tudo nas suas mãos, mas não, naquele momento estava sozinha, deitada a afogar-se em lágrimas, nao sabia o que fazer, olhava e nao via o fim daquele pesadelo(...)
Deu mais uns passos em frente, já tão consada sem forças,  foi quando no meio da escoridão viu uma parede amarela, um amarelo torrado, forte, que chamava bastante á atenção, correu desalmadamente em direcção a ela, tinha um portão gigante, ela gritou, mas continuou apenas a ouvir os gritos arrepiantes que já tivera ouvido antes, foi quando tentou abrir o portao, conseguiu, naquele momento ficou radiante, mas continuava atrumentada. Quando entrou não viu nada, apenas ervas enormes, e uma casa pequena, deu a volta á casa e nao viu ninguem, gritou e tentou abrir as portas e janelas, mas não conseguiu, decidiu ir embora, mas á saida encontro um bilhete, um bilhete todo riscado, que não se percebia minimante nada, ela achou melhor guardá-lo, continou a sua estrada sem fim, ela já não podia mais, já nao aguentava o cançasso, a dor, a fome e a sede, ela sentiu a verdadeira dor (...)
No seu rosto mulhado de tanto choro, conseguiu soltar um sorriso, estava a ver o sol, estava a ver uma luz que a encadeava, e lá no fim estava o seu " todo ", ela nao sabia o que penssar muito menos o que dizer, mas ele nao precisou de palavras, apenas de um gesto carinhoso...o melhor abraço que alguma vez ela recebeu, e foi o suficiente

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