Esse amor parvo que não começa quando se quer, nem acaba quando se deseja. Esse amor que faz com que eu olhe nos olhos à procura,  faz fechar-me em quartos pequeninos, perco-me em ti como te perdias em mim, peço para agarrares com toda a força e entrelaçares os nossos dedos para encaixarem na perfeição, beijando-nos sobre fundos abismos, abismos arrepiantes, que fazem as minhas pernas tremer, mas depois estás lá tu, com esses teus braços grandes e fortes aconchegando e dando todo o carinho. Mas nesse amor, à sempre um medo, o medo de vir a faltar depois de tudo ter prometido. Eu e tu e o ninguém. O mundo podia desabar, o céu mudar de cor, o sol virar lua, mas mesmo assim só o brilho provocador do teu olhar vai importar e o bater do meu coração, o sangue das minhas veias. Sabe-se lá o amor 

ps: Fica quieto, não faças nadas, não vás, apenas ama-me mais e mais, e o mundo não precisará de saber de nada disto  




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