Foi até à casa de banho, olhou-se no espelho e sentou-se mesmo ali, no piso branco e frio. Suspirou fundo enquanto fechava os olhos calmamente. As lágrimas caíam no seu rosto como todos os outros dias. O vento gelado batia forte na janela e a chuva caía silenciosamente. E ela perguntava-se quem é que devia de estar mais frio...já sabia a resposta, mas não importava, já tinha parado de importar à tanto tempo (..) Levantou-se e ligou o chuveiro e despiu-se sem vontade alguma, deixou que a água escorresse sobre o seu corpo junto ás lágrimas que continuavam a cair. Tantos medos, medo de falar, de ouvir, receio do que os outros vão pensar, receio de algo imperfeito, medo de falhar, mesmo que seja algo tão pequeno e insignificante, tinha de ser tudo perfeito, mas a perfeição era algo nela completamente inexistente, ela sabia que a perfeição não existia, mas nela nem perto da perfeição, completamente pelo contrario, muito longe ela ainda estava, e esses medos estavam a tomar conta de si novamente. No fundo, ela queria poder continuar a esconder as suas dores por trás de um sorriso, para além saber, queria continuar parecer bem principalmente queria parecer que aqueles medos não existiam, que aqueles medos eram passado e que agora ela era forte, não queria que ninguém fingisse que se importava com ela, mas era impossível. De repente tudo se tornou impossível demais para sua capacidade de tentar se forte. Os pensamentos atropelados na sua mente e a dor torturava tudo que havia restado interiormente e exteriormente. E ela só queria fugir. Fugir daquela dor complexa e insuportável que estava tomando conta da sua vida, fugir para um mundo desconhecido,em que se sentisse à vontade para que seus medos se fossem e não voltassem, um mundo sem pessoas falsas ai já ninguém a podia fazer sofrer, um mundo cheio de doces nem engordas, um mundo em que é impossível mentir e todos sabiam os sentimentos de todos e assim nunca ninguém a enganaria,pois ela ai sabia o que sentiam por ela, pelas outras, e todo aquele sofrimento ia embora. E era isso que ela ia fazer. Mas de outra maneira, não sei se de uma maneira melhor ou pior, nem sei se o devia de fazer, mas ela apenas vai mandar fora uma vida que não valia a pena continuar a ser vivida (...) Passou as mãos pela prateleira onde estavam os shanpons e pegou numa lâmina que deixou ali alguns minutos antes. Ela olhou-a, pestanejou, e assim teve algum tempo, olhando par ela, com as lágrimas a percorrerem o seu rosto pálido e triste, ás vezes até ria para ela, suspirou e deixou que a água tocasse apenas nos seus pulsos enquanto levava o pequeno objecto até eles. Ela não tinha saída, ou pelo menos não queria ter, era aquilo que ela queria, e já queria à tanto tempo, nunca ouve coragem, mas já não havia nada que lhe prende-se ali, já não tinha razões para continuar. Ela cansou-se de acreditar que algum dia teria, algum dia ia sentir-se bem consigo mesma e as gotas de sangue caíam deixando a água vermelha. Ela tinha ido mais longe dessa vez, ela tinha encontrado a saída que queria encontrar (...) Os seus olhos fechavam enquanto o seu corpo desabava, perdia as forças. E então ela sorriu. Enquanto o seu coração parava de bater ela tinha um lindo sorriso no rosto, e por mais irónico que seja, aquele sorriso era verdadeiro !
Foi até à casa de banho, olhou-se no espelho e sentou-se mesmo ali, no piso branco e frio. Suspirou fundo enquanto fechava os olhos calmamente. As lágrimas caíam no seu rosto como todos os outros dias. O vento gelado batia forte na janela e a chuva caía silenciosamente. E ela perguntava-se quem é que devia de estar mais frio...já sabia a resposta, mas não importava, já tinha parado de importar à tanto tempo (..) Levantou-se e ligou o chuveiro e despiu-se sem vontade alguma, deixou que a água escorresse sobre o seu corpo junto ás lágrimas que continuavam a cair. Tantos medos, medo de falar, de ouvir, receio do que os outros vão pensar, receio de algo imperfeito, medo de falhar, mesmo que seja algo tão pequeno e insignificante, tinha de ser tudo perfeito, mas a perfeição era algo nela completamente inexistente, ela sabia que a perfeição não existia, mas nela nem perto da perfeição, completamente pelo contrario, muito longe ela ainda estava, e esses medos estavam a tomar conta de si novamente. No fundo, ela queria poder continuar a esconder as suas dores por trás de um sorriso, para além saber, queria continuar parecer bem principalmente queria parecer que aqueles medos não existiam, que aqueles medos eram passado e que agora ela era forte, não queria que ninguém fingisse que se importava com ela, mas era impossível. De repente tudo se tornou impossível demais para sua capacidade de tentar se forte. Os pensamentos atropelados na sua mente e a dor torturava tudo que havia restado interiormente e exteriormente. E ela só queria fugir. Fugir daquela dor complexa e insuportável que estava tomando conta da sua vida, fugir para um mundo desconhecido,em que se sentisse à vontade para que seus medos se fossem e não voltassem, um mundo sem pessoas falsas ai já ninguém a podia fazer sofrer, um mundo cheio de doces nem engordas, um mundo em que é impossível mentir e todos sabiam os sentimentos de todos e assim nunca ninguém a enganaria,pois ela ai sabia o que sentiam por ela, pelas outras, e todo aquele sofrimento ia embora. E era isso que ela ia fazer. Mas de outra maneira, não sei se de uma maneira melhor ou pior, nem sei se o devia de fazer, mas ela apenas vai mandar fora uma vida que não valia a pena continuar a ser vivida (...) Passou as mãos pela prateleira onde estavam os shanpons e pegou numa lâmina que deixou ali alguns minutos antes. Ela olhou-a, pestanejou, e assim teve algum tempo, olhando par ela, com as lágrimas a percorrerem o seu rosto pálido e triste, ás vezes até ria para ela, suspirou e deixou que a água tocasse apenas nos seus pulsos enquanto levava o pequeno objecto até eles. Ela não tinha saída, ou pelo menos não queria ter, era aquilo que ela queria, e já queria à tanto tempo, nunca ouve coragem, mas já não havia nada que lhe prende-se ali, já não tinha razões para continuar. Ela cansou-se de acreditar que algum dia teria, algum dia ia sentir-se bem consigo mesma e as gotas de sangue caíam deixando a água vermelha. Ela tinha ido mais longe dessa vez, ela tinha encontrado a saída que queria encontrar (...) Os seus olhos fechavam enquanto o seu corpo desabava, perdia as forças. E então ela sorriu. Enquanto o seu coração parava de bater ela tinha um lindo sorriso no rosto, e por mais irónico que seja, aquele sorriso era verdadeiro !
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